A “Casa de Santiago” é dos edifícios mais marcantes de Santiago do Cacém e a sua localização e história tornam-na num conjunto único em todo o Alentejo Litoral.

Terá sido, originalmente, local de habitação dos freires da Ordem de Santiago, que tomavam conta da Igreja Matriz de Santiago Maior, que lhe fica adjacente.

No séc. XVI pertencia à família Feio, fazendo parte dos bens instituídos em morgadio pelo Padre Sebastião Feio, no ano de 1570.

Ficando a casa muito arruinada pelo terramoto de 1755, foram as suas ruínas aforadas em 1797, ao padre Bonifácio Gomes de Carvalho, prior de Santiago do Cacém, que estava a reconstruir a Igreja Matriz, e também derrubada pelo mesmo terramoto, iniciando de imediato a sua reconstrução.
O mesmo padre Bonifácio acabaria por comprar a casa em 1799, vendendo-a em 1802 a D. Francisca Teresa de São José Nobre Pacheco (n. c.1750, m. 1833), viúva de João Falcão Murzello de Mendonça (c.1730, m.1801), que foi Sargento mor e Capitão mor de Santiago do Cacém.

Passou a casa a sua filha Maria da Natividade Murzello Falcão, casada com o Capitão mor Jacinto Paes de Matos e posteriormente ao filho desta, Jacinto Paes de Matos Falcão, 1º Conde do Bracial, grande proprietário e benemérito de Santiago do Cacém.

Quem herdou a casa foi a sua filha, D. Catarina Champallimaud Paes de Matos Falcão (Soares de Albergaria) que, morrendo sem filhos, a legou a sua prima e afilhada D. Maria das Dores Cabral Parreira, casada com o capitão de cavalaria António Lobo de Vasconcellos, filho do general José Lobo de Vasconcellos, oficial às ordens e ajudante de campo de SS.MM. os Reis D. Carlos e D. Manuel II, e avós dos actuais proprietários.

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